terça-feira, 15 de janeiro de 2013

As manhas


Como chegar junto e se dar bem
Um provérbio popular diz em relação ao sexo não existe mulher difícil e sim mulher mal cantada. Discutível entre as mulheres que tem vários pontos de vistas em relação à máxima popular. Algumas acreditam que às vezes a cantada bota tudo por água a baixo, ou melhor, desanda o entrosamento e às vezes o corpo o gesto leva para a cama a sua presa sem palavras.
Isso sem esquecer que existe mulher que gosta de dar também aquele baratino, tirar de tempo, fazer a fita e depois cair fora da reta, ou melhor, tirar da reta. “Um cara vai e canta a mulher... ela diz não quero, e às vezes ela não quer com ninguém naquele momento, não existe cantada boa, ela não quer”, explica a jornalista baiana Maria Aparecida, 38 anos, solteira que assume se o cara lhe interessa parte pra cima sem muitos rodeios e adora uma boa cantada e uma pegada. 
A opinião de Aparecida é compartilhada pela enfermeira Josilene, 25 anos que vai mais além e afirma que lábia não é tudo e para chegar junto e se dar bem não tem uma receita para isso, mais acredita que tem de ter uma boa pegada, apesar de desiludida com os homens. “O homem hoje em dia está desacreditado, mulher não acredita em tudo que o homem fala, ela finge, resumindo o que é bom mesmo é ter uma boa pegada”, acredita.
Em matéria de homens, conquistar homens gays e mulheres tem muitas artes e manhas para penetrar no coração desse ser masculino em constante transformação. Na opinião de Sandro Almeida, 27 anos, esteticista para chegar junto e se dar bem tem de superar a timidez e ensina alguns passos. Ele acredita que o homem de hoje não é machista e nem difícil, mas tudo tem de ser na hora certa, com uma boa pitada de cantada direta, mas na medida, pois pode virar tudo ao contrário. “Um homem cantado na hora certa pode ser fatal... mas se a biba for muita exibicionista e atirada pode por tudo a perder”, acredita. “Nada que uma boa cantada num local e momento certo para não vir a cair nas garras da biba, duvido” continua.
Sandro compartilha da opinião de que todos os homens fazem, ou melhor, tem prazeres eróticos com outros homens sem necessariamente se considerar gay, seja por amor, tesão ou interesse. “Muitos homens fazem... o babado é... hora certa, no momento certo com a cantada certa”, conclui.
Sandro ao que parece é paciente nessa arte de chegar junto diferente de outros gays que já não vão direto ao assunto sem ficar fazendo sala para o cara, o possível bofe.
“Eu não tenho paciência, vou logo ao assunto, dou logo a cantada de putona e pronto”, afirma Ricardo, 40 anos, empresário em Salvador. Já Luiz, 38 anos, que se diz tímido apesar de trabalhar com o púbico é mais cauteloso quando o assunto é chegar junto e se dar bem com o cara.
“É importante perceber se quem você está afim demonstra algum tipo de interesse por você” ensina. “Como sou tímido na paquera procuro ter bem certeza disso e a partir daí se jogar na cara de pau e com cantadas inteligentes” conclui. Para ele clichês como perguntar que horas são, se a pessoa vem sempre naquele lugar não funcionam mais na paquera.
Quando o assunto é chegar junto, ou no bom popular xavecar, dar o xaveco as dicas valem para todos os sexos, ou gêneros. Um diálogo com a lista do MSN vários gays deram dicas bafonicas para o momento. Então é bom ficar atento em alguns itens básicos da regra do bom gay xavecador de bofes. Ai vão elas; reparar nos sinais oferecidos pelo alvo, ter sempre uma grana para oferecer uma bebida, controlar o tom da voz importante não ficar nervoso, faça perguntas que instiguem respostas, mas não abuse das perguntas, controlar o olhar para não ficar perdido e prefira xavecar com outros amigos gays xavecadores. 
O Grupo Gay da Bahia (GGB) é da opinião que xavecar não é crime, isto é, paquerar alguém do mesmo sexo não é nenhum delito. É importante que os gays façam isso como uma forma de afirmação da identidade e da orientação sexual. É possível que alguns homens podem não gostar de ser cantado por outro, mas outros homens podem curtir isso. Você deve avaliar, ou melhor, ficar atento nos sinais. Se o cara não gostar da cantada não tenha receio de pedir desculpas. Os personagens tiveram seus nomes trocados para evitar constrangimentos.
Texto retirado da revista Q! Edição nº 02| Maio de 2010

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